o que todos queremos é viver em tranquilidade.o que todos estamos sentido é a insegurança que cada um sente andando na rua,nesse chão tão bem conhecido que leva à sua casa,na sua cidade e no seu pais.o que estamos todos sentido é a transformação da cidade num meio hostil,desconhecido e ameaçador.
As respostas que estão sendo dadas à violência,nossos comportamentos e atitudes face a ela,não estão resolvendo o problema.Bem ao contrário.não é transformado a cidade num campo de batalha e cada numa fortaleza que conquistaremos mais segurança.Na base do cada um por si e do salve-se quem puder,continuaremostodos,isolados e amedrontados,à mercê da violência do bandido e do arbítrio da policia..
Não é tampouco fazendo justiça com as própria mãos que criaremos as condições de uma convivência mais harmoniosa.Do ponto de vista da vitima de um crime violento,é possivel compreender a reação de revolta e o desejo de vingaça."Quem com ferro fere,com ferro será ferido".Mas a lei existe exatamente para impedi que cada crime dê origem a uma cadeia de agressões e vingaças que estabeleeria a "lei da selva"como modo de convivência.
O justiçamento aparece quando a populaçao não acredita mais na possibiidadede justiça pela mão do Estado.Os linchamentos são a explosão de dois fracassos:o fracasso dos que lincham,rebaixados pela violência selvagem ao estado de brutabiidade;o fracasso da socieadade e do Direito,incapazes de assegurar normas de convivênciajustas entre todos os cidadãos.
Quando um grupo de pessoas se reúne para linchar um agressor,elas estão se deixando violentar uma vez mais,na medida em que aceitam as regras do jogo do crime e mergulham nelas da maneira mais covarde.Estão,igualmente,perdendo a noção de sua própria cidadania e vestido a pele de um bando primitivo que enfrenta a pau os perigos do meio.
Não pode haver segurança onde não há participação nem solidariedade.Uma população amedrontada,desorganizada,escondida atrás de alarmes,fechaduras duplas e policias privadas,não tem condições de resolver qualquer problema.Asegurança não é um problema individual,nem tampuoco uma questão para ser tratada esclusivamente pelo Estado.A segurança é um problema de todos.
É preciso uma moilização da sociedade e do Estado - vale dizer,de cada um de nós e das autoridades que elegemos democraticamente - para enfrentarmos juntos a espiral da violência em seus efeitos imetiatos e em suas causas mais profundas.
Há coisas que podem e devem ser feitas imediatamente para previnir a criminalidade e impedir o arbítrio da policia,e e outras que envolvem mudanças mais radicais.Antes de mais nada,é preciso vencer o medo,a indeiferencia e o sentimento de impotência.
Os comportamentos de vitimas passima ou agressor violento não resolvem.É preciso que cada um se sinta responsável pelo que passa com os vizinhos,na sua rua,no seu bairro.Tambem não há solução sem a intervenção da policia,mas a policia precisa mudar.E ela só mudará com a pressão e participação da população.
Os tempos estão mudando no brasil.A redemocratização do pais permite já imaginamos e lutarmos por um outro relacionamento entre Estado e sociedade,entre policia e povo.
Só a partcipação e a pressão popular levarão à conbquista de uma policia que seja,ao mesmo tempo,atuantes e eficaz mas tambem respeitando da lei e dos direitos humanos.A justiça também precisa mudar,no sentido de se torna mais rápida e menos discriminatória contra os mais pobres e mais fracos.
A policia não pode ser nem omissa nem arbitrária.Ajustiça não pode ser nem inacessivel nem desigual.Para conseguirmos isso,é preciso que cada cidadão conheça seus direitos e obrigações.É preciso que cada um de nós saiba quando,como e onde reclama se algum desses direitos for desrespeitado.
É preciso saber claramente o que a policia tem a obrigação de fazer e os limites que a lei estabelece para sua ação.É preciso conhecer também os mecanismos de funcionamento da justiça.Só assim poderemos cobrar de cada instituição o cumprimento de sua omissão ao invés de exigir delas aquilo que a lei não permite.
Nenhum comentário:
Postar um comentário