quarta-feira, 12 de maio de 2010

Espancamento e tortura -Policiais civis indiciados em Petrolina

O Instituto de Criminalística (IC), no Recife, recebe hoje o pedido de reconstituição do espancamento de dois jovens confundidos com assaltantes no dia 10 de janeiro deste ano, em Petrolina. A reprodução simulada deve ser realizada até o dia 7 de junho, prazo máximo recomendado pela Justiça. Ontem, o Ministério Público de Pernambuco recebeu o inquérito que apura as sessões de tortura infligidas contra Diego Pereira da Cruz por três policiais civis. As agressões ocorreram enquanto ele estava detido na delegacia, aguardando para ser conduzido à cadeia, onde passou 39 dias preso injustamente.

Os acusados, a escrivã Indira Ribeiro e os agentes Eduardo Madureira e Julio Marcos, negam o crime.No entanto, o inquérito conclui pelo indiciamento do trio por tortura. Se condenados, os policiais podem pagar uma pena que varia de quatro a oito anos de reclusão, além de serem excluídos da corporação.De acordo com o promotor responsável pelo caso, Lauriney Lopes, a reconstituição esclarecerá a participação de cada um no espancamento que resultou na morte de José Alex Soares da Silva, 19.

De acordo com Diego, os policiais o teriam o obrigado a confessar um assalto a um posto de gasolina que não cometeu. Diante da recusa, ele foi levado a um terreno baldio, onde teria sofrido violência física com pancadas e tentativas de sufocamento com um saco plástico colocado na sua cabeça. A tortura teria continuado durante a madrugada, quando ele teria voltado a apanhar e sido submetido a uma tentativa de afogamento em um vaso sanitário na delegacia.

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